Deus criou a humanidade; independentemente de terem sido corrompidas ou de segui-Lo, Deus trata os seres humanos como Seus entes queridos — ou, como diriam os seres humanos, as pessoas mais queridas por Ele — e não como brinquedos. Embora Deus diga que Ele é o Criador e que o homem é Sua criação, o que pode soar como uma diferença na classificação, a realidade é que tudo que Deus fez pela humanidade excede em muito um relacionamento dessa natureza. Deus ama a humanidade, cuida da humanidade e demonstra preocupação para com a humanidade, bem como supre constantemente e incessantemente à humanidade. Ele nunca sente em Seu coração que isso é obra adicional ou algo que merece muito crédito. Nem Ele sente que salvar a humanidade, suprindo-lhe e concedendo-lhe tudo, está fazendo uma enorme contribuição para a humanidade. Ele simplesmente supre a humanidade calma e discretamente, a Seu Próprio modo e através de Sua Própria essência e do que Ele tem e é. Não importa quanta provisão e quanta ajuda a humanidade receba Dele, Deus nunca pensa nem tenta levar crédito. Isso é determinado pela essência de Deus e também é precisamente uma expressão verdadeira do caráter de Deus. É por isso que, independentemente de estar na Bíblia ou em qualquer outro livro, nunca vemos Deus expressando Seus pensamentos, e nunca vemos Deus descrevendo ou declarando aos homens por que Ele faz essas coisas, ou porque Ele Se importa tanto com a humanidade a fim de fazer a humanidade ser grata a Ele ou louvá-Lo. Mesmo quando Ele está ferido, quando o Seu coração está em extrema dor, Ele nunca Se esquece de Sua responsabilidade para com a humanidade ou com a Sua preocupação pela humanidade, enquanto Ele suporta esta mágoa e dor sozinho em silêncio. Pelo contrário, Deus continua a prover a humanidade como sempre fez. Embora a humanidade muitas vezes louve a Deus ou dê
testemunho Dele, nenhum desses comportamentos é exigido por Deus. Isso é porque Deus nunca teve a intenção de que as coisas boas que Ele faz pela humanidade sejam trocadas pela gratidão ou para serem restituídas. Por outro lado, aqueles que temem a Deus e evitam o mal, aqueles que realmente seguem a Deus, escutam a Ele e são leais a Ele, e aqueles que Lhe obedecem — essas são as pessoas que frequentemente recebem as bênçãos de Deus, e Deus lhes concederá bênçãos incondicionalmente. Além disso, as bênçãos que as pessoas recebem de Deus muitas vezes estão além de sua imaginação, e também além de qualquer coisa que os seres humanos possam trocar pelo que fizeram ou pelo preço que pagaram. Quando a humanidade está desfrutando das
bênçãos de Deus, alguém se importa com o que Deus está fazendo? Alguém demonstra alguma preocupação quanto ao que Deus está sentindo? Alguém tenta apreciar a dor de Deus? A resposta precisa para essas perguntas é: não! Pode algum ser humano, incluindo Noé, apreciar a dor que Deus estava sentindo naquele momento? Alguém consegue compreender por que Deus estabeleceria tal aliança? Eles não conseguem! A humanidade não aprecia a dor de Deus não porque eles não possam compreender a dor de Deus, e não por causa do abismo entre Deus e o homem ou a diferença em seu status; ao contrário, é porque a humanidade não se importa com nenhum dos sentimentos de Deus. A humanidade pensa que Deus é independente — Deus não precisa que as pessoas se importem com Ele, compreendam-No ou demonstrem consideração para com Ele. Deus é Deus, então Ele não sente dor nem emoções; Ele não ficará triste, não sentirá tristeza, nem chorará. Deus é Deus, então Ele não precisa de nenhuma expressão emocional e não precisa de nenhum conforto emocional. Se Ele precisa disso em certas circunstâncias, então Ele Mesmo resolverá e não necessitará de assistência da humanidade. Por outro lado, são os humanos fracos e imaturos que precisam da consolação, provisão, encorajamento de Deus e até mesmo para que Ele console suas emoções, a qualquer hora, em qualquer lugar. Tal pensamento se esconde profundamente nos corações da humanidade: O homem é fraco; eles precisam de Deus para cuidar deles em todos os sentidos, eles merecem todo o cuidado que recebem de Deus, e eles devem exigir de Deus o que eles acham que deve ser deles. Deus é forte; Ele tem tudo, e Ele deveria ser o guardião da humanidade e doador de bênçãos. Como Ele já é Deus, Ele é onipotente e nunca precisa de nada da humanidade.